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sábado, 31 de dezembro de 2016

Review - Rogue One: Uma História de Star Wars

Em primeiro lugar tenho de pedir desculpa por não ter escrito no blog regularmente nos últimos meses. Deve-se ao facto de não ter muito tempo para o fazer já que tenho muito trabalho da escola para me ocupar os dias e, por muito que eu queira mudar isso, parece que vai continuar durante mais algum tempo essa indisponibilidade.
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Numa nota mais positiva, venho hoje analisar Rogue One: Uma História de Star Wars, o mais recente filme da saga a chegar aos cinemas. Rogue One, ao contrário dos filmes mais conhecidos da saga, é um spin-off, ou seja, trabalha com novas personagens e não tem uma verdadeira relação com os outros filmes. Na verdade, é um filme totalmente diferente. Não há Luke ou mesmo Obi-Wan, não há um jedi como ponto central do filme, não há batalhas de sabres de luz e não há sequer música de John Williams, o conhecido compositor de todos os filmes da saga até ao momento, responsável por temas que todos conhecemos e adoramos.
E o realizador, Gareth Edwards, tentou fazer isso mesmo: ser diferente de tudo. Depois do indie Monstros e do reboot de Godzilla, Edwards aventura-se numa das maiores sagas do cinema. Traz-nos então a história de Jyn Erso, a filha de um cientista imperial que está a construir a Estrela da Morte, a ameaça de Uma Nova Esperança, o primeiro filme de Star Wars. Jyn Erso é levada por Cassian Andor à base da rebelião em Yavin 4 onde lhe dizem que é necessário encontrar o seu pai, para que a Estrela da Morte não pode ser construída.
Rogue One é um filme em que a história não é muito importante. A partir do momento em que temos a sua premissa, só é necessário desenvolvê-la já que o fim é conhecido de todos os que viram Uma Nova Esperança. Devia então basear-se nas personagens mas é aí que está o maior problema do filme. Para além de Jyn, bastante bem interpretada por Felicity Jones, especialmente nos momentos mais dramáticos, as personagens são muito uni-dimensionais. Cassian é desenvolvida, sim, mas sinto que não foi bem interpretado pelo ator. Parece ter um ar muito inexpressivo face às situações que enfrenta. Já o seu companheiro K-2SO, interpretado por Alan Tudyk, é um droid engraçado e que é realmente prestável em situações de combate. Tem um humor parecido ao de C-3PO mas eu achei-o mais engraçado do que o clássico droid de protocolo. Baze Malbus e Chirrut Imwe são personagens bastante carismáticas mas não são muito desenvolvidas. Algo me diz que os dois ainda vão ter uma série de bandas desenhadas da Marvel para aprofundar a sua relação. E por último temos Bodhi Rook, um piloto imperial que decide desertar. Eu acho que é uma personagem muito bem trabalhada mas que merecia mais tempo de ecrã.
E tenho de falar sobre Tarkin em CGI, uma decisão de reviver a personagem de Peter Cushing para uma aparição no filme. Sinceramente, preferia que tivessem escolhido um novo ator. Fizeram-no para Mon Mothma, que tem um papel muito pequeno mas não o fizeram para Tarkin, um dos vilões principais do filme. O trabalho em CGI está bastante bom, mas não acho que seja melhor face à escolha de um novo ator.
Considero ainda que há uma discrepância algo grande em termos do ritmo do filme: a primeira parte concentra-se num arco menos interessante, enquanto que a segunda é fantástica, tendo uma das melhores batalhas da saga de sempre. Mas no fim do filme, saí feliz e concordei com muitas críticas que consideram este um filme muito bom. As personagens não têm o desenvolvimento devido e a primeira parte tem uma certa falta de cenas emocionantes mas as referências ao Universo Expandido são perfeitas (exceto a participação de Saw Guerrera, nada parecido com a personagem de Clone Wars), a batalha final é muito boa e todas as grandes façanhas digitais são impressionantes. Incomodei-me ligeiramente com a banda sonora por ter elementos da música dos filmes clássicos mudados o suficiente para ser considerado original mas não para parecer original ao ouvido dos espectadores. E como um todo, o filme é mesmo muito bom e é sobretudo uma carta de amor aos fãs da série: cada personagem já existente, cada referência ao Universo Expandido, cada arma e nave e mesmo o estilo das personagens que parecesse fiel ao filme de 1977 serviram para demonstrar o trabalho que foi posto neste trabalho. Recomendo-o então, mas não façam dele o primeiro filme a verem desta maravilhosa saga. Vejam todos os outros e no fim comprem um bilhete para esta história emocionante.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais Posts Brevemente

Infelizmente, nos últimos tempos (mais de um mês) não tenho tido muito tempo para aqui escrever. No entanto, peço a todos os leitores um pouco mais de paciência já que espero escrever com muita mais frequência no futuro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Review - The Melancholy of Haruhi Suzumiya

Como falar de Haruhi Suzumiya? Quando em 2006 esta série de anime da Kyoto Animation invadiu os ecrãs das televisões de milhares de espectadores aconteceu algo estranho, um fenómeno quase sobrenatural. Não que tivesse a ver com aliens, viajantes no tempo ou espers, nada disso. O que verdadeiramente aconteceu foi a chegada de uma adaptação de uma série de light novels que se tornou numa das séries que melhor caracterizam o anime da década passada.
Em The Melancholy of Haruhi Suzumiya somos atirados para uma escola privada no Japão onde acompanhamos Kyon, o nosso (ou um dos nossos) protagonistas. Kyon é um rapaz normal, cheio de sarcasmo e que há muito deixou as histórias de ficção científica, apesar de não parecer contente com essa decisão. No início de um novo ano escolar, a rapariga que se senta atrás dele, uma miúda bonita e desconhecida faz uma declaração sobre o seu interesse exclusivo em criaturas fantásticas.
As cinco personagens centrais: Kyon, Haruhi, Koizumi, Mikuru e Nagato (no sentido dos ponteiros do relógio a começar no canto superior esquerdo).
Kyon, intrigado, começa a desenvolver algum diálogo com esta rapariga, a nossa segunda protagonista, Haruhi Suzumiya. Esta, apesar do seu discurso de apresentação, decide continuar a sua amizade com Kyon, mesmo este sendo um humano normal. Haruhi, ao fim de algum tempo, toma a iniciativa de formar um clube de investigação de anomalias no mundo em que vive. Para isso, obriga Kyon e três outros alunos a juntarem-se: Nagato Yuki, uma alien que passa o tempo a ler na sala do clube; Mikuru Asahina, uma viajante no tempo e Koizumi Itsuki, um esper. No entanto, Haruhi não sabe do lado sobrenatural destes seus colegas de clube. Na verdade, como se explica nos primeiros episódios da ordem cronológica, estes três detentores de habilidades especiais juntam-se ao clube para investigar Haruhi que, segundo os três, tem habilidades de decidir o destino do mundo, mesmo que inconscientemente.
Haruhi e Kyon
Está então estabelecida a premissa da série: Kyon e os seus três novos amigos têm de impedir que Haruhi se zangue e se aborreça ou isso pode trazer consequências terríveis para todo o mundo. E pode parecer algo demasiado estranho mas o anime fá-lo de forma espetacular. Todo o elemento do anormal torna o anime algo único. Seja a personalidade extrovertida de Haruhi, sejam os segredos que Kyon e os restantes membros têm de guardar de Haruhi.
A capa do primeiro volume de light novels que deu origem à série.
As duas temporadas são excelentes. Adoro o humor e o estilo leve que esta série tem ao mesmo tempo que nos oferece pequenas situações de ficção científica. As personagens são um elemento muito bom da série, especialmente Kyon e Haruhi. Mas também Mikuru com o seu medo do estilo obsessivo de Haruhi, Yuki com a sua tendência para não compreender as atitudes dos humanos e em particular Koizumi que tem uma relação com Kyon com muitas piadas que tornam os momentos mais sérios (os poucos que há) mais cómicos.
E depois de 28 episódios de comédia, ficção científica, romance e mistério, chegamos ao brilhante The Disappearance of Haruhi Suzumiya, um filme que nos conta uma história bem mais dramática e bem mais focada em Kyon. É muitas vezes considerado um dos melhores filmes de anime de sempre, assim como uma das melhores histórias destas personagens. Eu gosto imenso e talvez um dia escreva uma análise mais detalhada sobre esta verdadeira obra-prima.
As cinco personagens (Koizumi, Nagato, Kyon, Haruhi, Mikuru (da esquerda para a direita)) nos uniformes que usam em The Disappearance of Haruhi Suzumiya.
Portanto, gostei ou não desta franquia de anime? Gostei bastante. A primeira série tem arcos excelentes e é facilmente um anime que eu não me importaria de rever várias vezes (como já o fiz uma vez, encadeando-a com a segunda). A segunda tem um episódio verdadeiramente fantástico e dois arcos que não atingem os patamares da primeira série mas continua a ser um anime muito bom. E por último temos o filme que é facilmente um dos meus favoritos de anime de sempre. Escusado será dizer que eu adoro esta série e que tenho muita pena que ainda não tenhamos visto uma terceira temporada. Tenho ainda de referir as diferentes formas de ver a série. Há várias ordens de assistir os episódios já que estes foram lançados fora de ordem. Eu pessoalmente vi pela ordem cronológica que facilmente encontram na internet e gostei bastante. Quando voltar a ver, se calhar vou tentar pela ordem de lançamento dos episódios visto que muita gente aconselha. Mas só poderei dizer qual prefiro. Espero então que tenham gostado desta análise e aconselho toda esta franquia brilhante. Podem notar que o tipo de letra está diferente e será assim em todos os posts partilhados com o novo blog que criei. Exato, criei um novo blog, O Rapaz Que Gosta de Comics, desta vez no wordpress e esta análise foi publicada nos dois blogues, podendo ser lida em qualquer um deles. As únicas diferenças entre os dois posts são estas frases finais em que apresento o blog novo. Convido-vos a visitarem ao clicarem aqui. Espero que gostem.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Review - Saekano

Há vários animes considerados genéricos que acabam por surpreender completamente o espectador apenas por fazerem algo ligeiramente diferente, por vezes nem conseguindo ter a sua qualidade logicamente explicada. Saenai Heroine no Soatekata ou Saekano: How to Raise a Boring Girlfriend ou ainda apenas Saekano é um exemplo desse tipo de séries bem recente e que vou analisar hoje.
Tomoya Aki, um blogger otaku fã de light novels, anime e visual novels, encontra certo dia uma rapariga no seu caminho para casa. Essa pessoa, Megumi Kato, é uma colega de escola de Tomoya na qual este nunca tinha reparado até esse momento em que decide fazer dela a heroína ou personagem principal de um dating sim (Tipo de visual novel em que o objetivo é namorar com personagens da história)  produzido por ele. Para isso, Tomoya decide juntar-se a Eriri Spencer Sawamura, uma amiga de infância dele que trabalha como autora amadora de manga e a Utaha Kasumigaoka, uma colega sua famosa por ser uma popular autora de light novels, convidando mais tarde a sua prima para fazer a banda sonora do jogo. Ao longo destes 12 episódios (13, se contarmos o episódio especial 0 que se passa cronologicamente depois da série) vemos o processo de criar uma obra destas e as relações entre os membros pertencentes a esta produção, ultrapassando rivalidades, brigas antigas e a criação da heroína inspirada em Megumi Kato que é considerada um pouco aborrecida por Tomoya para uma personagem de um dating sim.

Utaha Kasumiagaoka, Megumi Kato e Eriri Spencer Sawamura (da esquerda para a direita).

Eu gostei imenso desta série. É divertida, tem boas piadas e situações cómicas, as personagens são bastante hilariantes mas não consegui sentir-me totalmente satisfeito no fim da série. Infelizmente o que temos de Saekano é apenas uma primeira temporada. Já foi anunciada uma sequela para abril de 2017 e penso que é aí que vamos ver todo o potencial da série. Ainda não vimos o fim da criação do dating sim e estamos longe de ver todas as aventuras possíveis destas personagens.
Mas, tirando o facto de ainda não podermos ver a sua história finalizada, Saekano é um anime excelente. Devo ainda referir a grande qualidade de animação e o facto de incluir imagens muito detalhadas e realistas de figuras e posters que Tomoya tem no quarto de outros animes produzidos pelo mesmo estúdio, o A-1 Pictures como Sword Art Online e OreImo.
Deixo assim esta recomendação deste espetacular anime que podem encontrar para streaming gratuito na crunchyroll, disponível em português.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Review - Sakamichi no Apollon

Shinichiro Watanabe é uma das melhores figuras da indústria do anime de sempre. Apesar de conhecer ainda uma pequena porção do seu trabalho admito a sua genialidade quase única nesse meio de entretenimento em obras como Cowboy Bebop, um dos melhores animes que já vi na minha vida. Ao lado do realizador, neste Panteão dos grandes artistas do anime, encontra-se também a sua regular colaboradora Yoko Kanno, uma das compositoras mais aclamadas de bandas sonoras de animes, nomeadamente a do já mencionado Bebop.
E vendo os seus talentos, seria fácil imaginar uma série em anime que contasse com os dois com música como o tema principal. Pois em 2012, foi mesmo isso que nos foi apresentado em Sakamichi no Apollon.


O cast principal do anime.

Neste anime passado nos anos 60, seguimos Nishimi Kaoru, um jovem pianista de música clássica que acaba de se mudar para uma nova cidade, para viver em casa de uns tios. O rapaz, algo tímido e anti-social, depressa faz amizade com Kawabuchi Sentaro, um jovem algo problemático a nível de comportamento mas com um espírito bom e generoso. Sentaro é também um baterista de jazz e logo leva Kaoru a entusiasmar-se com este estilo musical. O rapaz tímido conhece ainda Mukae Ritsuko, vizinha e amiga de infância de Sentaro e também filha do dono de uma loja de discos onde os dois rapazes tocam.

Kaoru e Sentaro, numa sessão de jazz.

Ao longo dos 12 episódios que constituem a série, vamos vendo a evolução das personagens enquanto aprendem e vivem os grandes conceitos da vida como a amizade e o amor. É uma história coming-of-age, um género que eu adoro, e uma surpreendente viagem sobre música e adolescência. Eu gostei imenso da série principalmente pelo desenvolvimento do elenco principal, descobrindo os prazeres e as amarguras de crescer. A banda sonora de Yoko Kanno é muito boa mas sinto falta das grandes canções originais que marcaram trabalhos anteriores da compositora já que as músicas em que os dois rapazes e alguns outros músicos tocam são quase sempre covers de músicas jazz populares da altura. Para mim, Sakamichi no Apollon é um anime que melhora com o decorrer da história e que até tem um primeiro episódio que representa mal aquilo em que a série se vai tornar.

Há muito poucas falhas com esta história. Penso que certos episódios não estavam tão bem equilibrados, avançando meses inteiros enquanto que outros pareciam passar-se apenas numa semana.
À parte disso, só me resta dizer que este anime é excelente. Desde o enredo às personagens esta série é altamente recomendada, sobretudo se gostarem de animes com música como tema de fundo mas acho que pode ser apreciada por qualquer fã de uma comédia dramática leve. Um dos melhores animes que vi nos últimos tempos e uma das maiores recomendações que posso dar.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Review - Jess e os Rapazes - Temporada 5, Episódios 4-10

Hoje trago uma análise muito diferente, numa espécie de coluna de opinião. Está relacionada com os episódios 4 a 10 da quinta temporada da série Jess e os Rapazes ou New Girl e terá spoilers muito ligeiros dos episódios mencionados e do anterior.
Não gosto muito de analisar sitcoms porque acho que nunca tenho tanto a comentar mas nestes episódios senti a necessidade de expressar a minha opinião. No episódio 3 desta temporada, Jess, a personagem principal, é colocada num local fora do apartamento onde vive sem contacto com o mundo exterior para servir de jurada. Na verdade, a atriz Zooey Deschanel não pôde gravar os episódios pois estava num estado avançado de gravidez. Com a saída desta personagem importante nos seis episódios que se seguiram, a série decidiu focar-se nas outras quatro personagens do elenco, ou seja, Nick, Schmidt, Winston e Cece.
E com isto podia pensar-se que a série ficaria sem a sua personalidade já que ficou tão popular devido à carismática Jessica Day. Mas sinceramente, adorei esses episódios. Centrou-se especialmente em Nick, que tentava alugar o quarto de Jess a hóspedes e na chegada de Reagan, interpretada por Megan Fox, que decide ocupar o quarto. O que eu gostei acerca deste arco narrativo foi a maneira como me fez perceber que a Jess já não é o elemento engraçado da série. Talvez nos primeiros episódios, em que era o elemento novo isso acontecesse e assim me habituei e segui as temporadas seguintes. Mas quando esta personagem voltou no episódio 10 até fiquei um pouco desapontado por já não ter episódios exclusivamente focados nas quatro personagens principais dos episódios anteriores. Não que eu desgoste da Jess mas tenho de admitir que apenas com as personagens coadjuvantes era possível fazer uma série extremamente engraçada.
Para mim, esta série é absolutamente espetacular e uma das melhores comédias a estrear na televisão. Foi através da personagem principal que ganhou grande parte dos seus fãs mas posso dizer que só apoiada nos colegas de quarto de Jess e em Cece é que esta série conseguiu manter a sua qualidade ao longo de tantas temporadas. Recomendo não só estes episódios mas toda as histórias destas engraçadas personagens que estrearam antes deles.

Reagan (Megan Fox), Nick (Jake Johnson), Cece (Hannah Simone), Schmidt (Max Greenfield), quatro das cinco personagens centrais destes episódios, faltando na imagem Winston (Lamorne Morris).

terça-feira, 28 de junho de 2016

Review - Witch Hunter Robin (2002)

Há uma lista ainda extensa de animes que me fascinaram quando comecei a entrar neste meio de entretenimento mesmo sem saber nada sobre os mesmos na altura. Essa lista é especialmente composta por animes populares no site Myanimelist e por séries que ocuparam lugares na lista dos 100 melhores animes da IGN, escrita pelo blogger karuhi. E um desses anime é a obra de 26 episódios de 2002 Witch Hunter Robin.
WHR centra-se numa jovem italiana nascida no Japão chamada Sena Robin que vai trabalhar com a STN-J, uma organização que tenta prender todos os witches das terras nipónicas. Aqui começa um dos problemas da série: nela existem witches que usam magia para o mal e utilizadores de craft ou hunters que usam esses poderes para caçar witches. Mas a série não esclarece estas diferenças e há pouco desenvolvimento da questão do porquê dos witches serem caçados.
A primeira parte da série é um monster-of-the-week, um tipo de séries de televisão e animes em que em cada episódio, as personagens principais lutam contra um inimigo que nada influencia o episódio seguinte. Mas devido a acontecimentos nos episódios mais avançados, a série muda de estilo e passa a ser bem mais séria e a abordar a questão que já mencionei, ao mesmo tempo que desenvolve as personagens.
A série tem bons pontos como as personagens e o estilo à film noir. Mas eu acho que não os desenvolve da maneira correta. O elenco principal de hunters é divertido e desperdiça muito potencial por não ser analisado. As situações que Robin enfrenta são bastante cliché e, se não fosse pelos episódios da segunda metade do anime, não gostaria dela tanto. Só posso admitir que a evolução psicológica de Robin é uma das melhores num anime curto como este.
Mas se a história e as personagens são subaproveitadas a banda sonora é exatamente o contrário. Quase todas as faixas são muito boas e combinam com o tema do anime. Gosto especialmente dos temas de combate e da música de abertura, Shell, da banda Bana que usa o grunge para combinar os sentimentos das personagens com as imagens de terror psicológico que são mostradas. O problema é ser um conjunto de músicas muito curto repetindo e cansando o espectador com as mesmas canções.
Portanto, gostei ou não do anime? É uma série com temas criativos mas muito mal aproveitados. Tem uma segunda metade da história muito melhor do que a primeira e penso que se os primeiros 12 ou 13 episódios tivessem sido trabalhados de maneira diferente a série teria sido bem diferente. Gostei, mas penso que uma série tão popular de um estúdio (Sunrise) que trouxe ao mundo Cowboy Bebop e Code Geass podia ter sido bem melhor. Apenas se procurarem algo diferente dentro de anime de mistério é que estes 26 episódios podem ser realmente bons.